ROMA - "Uma rede de consulados honorários bem estruturada é uma exigência que mereceria precedência em relação a outras despesas, não por acaso países que têm uma atenta e prudente gestão da coisa pública continuam a reduzir o número dos consulados de primeira categoria, potencializando paralelamente a rede honorária".
Esta a opinião do deputado do Ulivo Gino Bucchino, eleito pela circunscrição América Setentrional e Central, que em carta aberta ao Vice Ministro do Exterior e para os italianos no mundo Franco Danieli anunciou a apresentação, na reabertura dos trabalhos parlamentares, de uma interpelação urgente sobre a rede consular honorária canadense. "Na circunscrição consular de Toronto, três vezes maior que a Itália e com uma comunidade de grandes dimensões presente em todo o território, a rede dos consulados honorários é um instrumento indispensável para assegurar adequados serviços aos nossos conacionais. E, justamente por causa dos custos e das dificuldades em fechar o balanço, existe o concreto perigo que alguns cônsules honorários renunciem ao seu cargo".
O apelo de Bucchino focaliza a rede consular no Canadá. Mas esta é "a ponta de um velho problema que diz respeito à rede consular italiana no mundo". Até o momento as intervenções feitas não parecem levar a resultado algum. "Em um clima de diminuição generalizada da despesa pública, inclusive para o Ministério do Exterior, e na falta de uma política de atenção em relação aos italianos no exterior",prossegue Bucchino, "a operação hoje em curso consiste em continuar a cortar o bolo dos fundos à disposição em fatias cada vez menores. A meu ver, seria oportuna uma verdadeira revolução cultural visando novos consulados: mais modernos e com menos pessoal trazido da Itália (devido ao custo das transferências)."
Porém, o deputado Zacchera brinca e diz que em relação aos italianos no exterior os democráticos de esquerda "descobrem a água quente". Vejamos o que escreve.
“Parece que o deputado ítalo-canadense somente agora percebe, de fato, que os consulados não funcionam, os funcionários são insuficientes, que custaria muito menos ter funcionários locais e não importar motoristas da Itália com salários estelares. Muito bem, companheiro Bucchino, mas "atenção", até porque quem lhe fala é alguém que - incógnito - ficou realmente na fila em frente de embaixadas e consulados italianos pelo mundo, justamente para entender como funcionavam as coisas, desde Kiev até Buenos Aires.
Porque, caro colega, é necessário um pouco de coerência: por acaso você também não votou o Orçamento 2007 que cortou financiamentos aos consulados? Você não é do mesmo partido de um certo D'Alema que - entre uma regata e outra - também é Ministro do Exterior? Não era indispensável que viesse do Canadá para descobrir que é uma imbecilidade mandar para Adis Abeba um motorista de Roma e para Toronto um expert em informática! Mas, já tentou perguntar aos sindicatos do Ministérios do Exterior o que pensam das suas declarações? E quem sabe a algum Comites que - desprezado pelo "sistema" - vive à margem e para certos Ilustres Cônsules não tem o menor valor? Porque toda séria reforma no Ministério do Exterior não vai em frente e nunca se consegue fazer prevalecer a competência e a operacionalidade nas sedes no exterior que - além de não terem recursos suficientes - frequentemente não têm nem autonomia operacional para gastar bem o pouco dinheiro disponível? Porque incrivelmente são boicotados os sindicatos autonômos daqueles diplomatas que ousam opor-se ao poderoso CGIL? E porque os sindicatos dos funcionários são eterna pedra no sapato de toda reforma séria, privilegiando apenas os direitos adquiridos dos seus afiliados?
Deixando claro: o centro-direita também não conseguiu mudar as regras, mas seus colegas de hoje nem ao menos estão tentando! Portanto, ilustre colega, se você quer mesmo melhorar a situação - após compreensíveis protestos - passe com seus colegas de esquerda eleitos no exterior a votar com a oposição pelo menos contra as contas do Ministério do Exterior no próximo orçamento e convença também seus colegas senadores que sustentam o fantoche Prodi. Se vocês não fizerem isto, certos "disparos" cheiram a (velha) demagogia. Leio que você anuncia que não mais será candidato em sinal de protesto, além do que pede a auto-demissão de todos os cônsoles honorários do mundo. Às vezes troveja tanto que não chove, de qualquer modo veremos a próxima vez..."
Reproduzido dos sites pessoais. |